MEDITAÇÃO NO FIM DO PENSAMENTO Por Jiddu Krishnamurti
O importante na meditação é a qualidade da
mente e do coração. Não é o que você consegue, ou o que você diz ter
conseguido, mas antes a qualidade da mente que é inocente e vulnerável. Através
da negação há o estado positivo. Simplesmente juntar, ou viver, experimentar,
nega a pureza da meditação.
A meditação não é um meio para um fim. É tanto o
meio quanto o fim. A mente não pode ser feita inocente através da experiência.
É a negação da experiência que gera esse estado positivo de inocência que não
pode ser cultivado pelo pensamento. O pensamento nunca é inocente.
Meditação é
o findar do pensamento, não pelo meditador, pois para o meditador é a
meditação. Se não há meditação, então você é como um homem cego em um mundo de
grande beleza, luz e cor.
Passeie pelo litoral e deixe essa qualidade
meditativa vir até você. Se o fizer, não a persiga. O que você persegue vai ser
a memória do que isso foi - e o que isso foi é a morte do que é. Ou quando você
passeia entre as colinas, deixe tudo contar a você a beleza e a dor da vida,
então você desperta para o seu próprio sofrimento e para o seu fim.
Meditação é
a raiz, a planta, a flor e o fruto. São as palavras que dividem o fruto, a
flor, a planta e a raiz. nessa separação ação não traz bondade: virtude é a
percepção total.
The Second Penguin Krishnamurti Reader Talks in Europe 1968
